Os medicamentos os quais fazemos uso são resultado de anos de pesquisa pré-clínica com modelos de células, em animais, e em mais alguns ensaios clínicos com humanos. Mas existe um tipo de célula em comum à maioria dessas etapas de pesquisa básica, clínica e tecnológica: as células-tronco.
A professora Fernanda Mariath nos conta que no sangue menstrual é possível obter células com qualidades muito interessantes para serem escolhidas como modelo experimental em um laboratório: as células mesenquimais do sangue menstrual, que são abundantes, de fácil obtenção, super resistentes e rápidas de serem cultivadas. Mas elas quase não são utilizadas!
A discussão traz à tona o descarte ou não uso das células por serem entendidas como femininas, ao passo que, até os dias de hoje, a pesquisa biomédica tem uma preferência histórica por modelos masculinos
À frente do debate, um forte questionamento: cientistas justificam que é possível extrapolar dados obtidos em modelos masculinos para todos os nossos corpos diversos. Se o sexo de uma célula dita masculina não é uma barreira, qual é então o problema de se escolher uma célula marcada como feminina? O sexo do modelo faz diferença?
Nessa série de podcast, Fernanda Mariath vai te levar em uma viagem pela célula! Desde às organelas, as menores partes dentro dela, vamos estudar sobre as células do sangue menstrual e trazer discussões feministas sobre a pesquisa biomédica com células-tronco.
Entrevistadoras: Fernanda Mariath e Daniela Tonelli Manica
Montagem e edição dos episódios: Fernanda Mariath
Transcrição completa do episódio: Fernanda Mariath
Revisão da transcrição dos episódios: Igor Pereira e Maxie Viana
Identidade visual da série: Bianca Bursi
Trilha sonora da série: Gabriel Marcal
Sonoplastia: Fernanda Mariath
Montagem do teaser: Fernanda Mariath
Conteúdo do sítio eletrônico: Fernanda Mariath
Divulgação: Fernanda Mariah
NÚMEROS DO PODCAST
2
Episódios
1
Temporadas
2026
Criação
Financiamento
FAPESP, CNPq, CAPES, Unicamp
Produtora
Unicamp
Categorias
Cultura, Sociedade




