Observatório da Imprensa destaca formação e experimentação narrativa no Lunar
Atualizado: 15 de out.
O trabalho do Lunar é destaque em reportagem publicada pelo Observatório da Imprensa em 30 de julho de 2026. Assinado por João Neto, o texto apresenta experiências de laboratórios universitários e dedica uma seção à produção de Outros Carnavais e ao aprendizado da equipe.

Foto: Raiane Oliveira/Lunar, publicada no Observatório da Imprensa.
A publicação integra o projeto Laboratórios de Jornalismo, realizado pelo Projor e pelo Farol Jornalismo, em parceria com a Associação Brasileira de Ensino de Jornalismo (ABEJ). O levantamento identificou 44 espaços de experimentação em 39 instituições de ensino superior. Seu foco são iniciativas que permitem aos estudantes desenvolver trabalhos para além das atividades previstas nas disciplinas.
Entre os laboratórios mapeados, 27 dedicam parte de suas atividades à produção sonora. O Lunar aparece como uma iniciativa concentrada em podcasts narrativos. O diagnóstico também registra o prêmio de inovação em podcasting recebido por Cria da Ciência no UnBcast 2025, situando o laboratório entre os projetos reconhecidos por suas produções.
Criado em 2023, o Lunar articula qualificação técnica, reflexão crítica e exploração de linguagens. Essa proposta foi apresentada por Maria Raiane Oliveira e Andriolli Costa em artigo sobre o primeiro ano do laboratório, publicado na Revista de Comunicação Dialógica. Os autores descrevem uma formação orientada pela intimidade da comunicação sonora, pelos afetos e pela experiência humana: aspectos que participam tanto das histórias produzidas quanto das relações estabelecidas durante o trabalho.
Na reportagem do Observatório, essa experiência ganha forma nos bastidores de Outros Carnavais. A série reuniu mais de 40 horas de captação ao longo de dois anos. Seu percurso pelo carnaval carioca é conduzido pela freira lendária das Carmelitas, personagem que permite aproximar diferentes territórios e modos de viver a festa.
Bruna Sebollela destaca a intensidade desse processo. Além dos prazos, a estudante menciona reuniões criativas, levantamento de fontes e pesquisa em arquivos. Ao comparar a experiência com outros trabalhos realizados no laboratório, afirma: “esse foi onde eu mais aprendi”.
O depoimento evidencia as diferentes tarefas envolvidas na construção de uma narrativa longa. Entre os registros de campo e os episódios finalizados, há decisões de pesquisa, seleção e organização do material que também constituem oportunidades de aprendizado.
A escuta aparece como outro fundamento dessa formação. Na entrevista, Andriolli Costa recorre à jornalista e pesquisadora Cremilda Medina para defender uma comunicação baseada no encontro e no reconhecimento dos sentimentos. A proposta é produzir trabalhos capazes de permanecer, atravessados pela criatividade e pelas sensibilidades de quem narra e de quem participa das histórias.






Comentários