“Outros Carnavais” é a história da maior festa popular do mundo contada por uma freira imaginária
- Carlos Roberto
- 26 de jan.
- 2 min de leitura
Imagine onde uma freira pode ir ao ser atraída pelas ruas em folias, na celebração da vida e das fantasias. Em todos os sentidos, ela larga o hábito e se transforma em parte integrante do enorme cordão de gente disposta a encarar o resto do ano depois de renascer das cinzas da quarta-feira. O carnaval é justamente esse tempo o qual vestimos a roupa da ousadia, esquecemos os problemas, os medos e as incertezas e, envoltos em um macrocosmo de descobertas e aventuras, conhecemos o sinônimo da alegria - e da alegoria. Jornalista, médico, advogado, engenheiro, cozinheiro, autônomo, padeiro, não importa: na festa isso já não existe. Ou ao menos existe com as fantasias e adereços. A Carmelita sai de um estado de polidez e de aproximação ao sagrado e vai de encontro à razão dentro do irracional, coisa que só o carnaval pode trazer.

Entender a raíz da história através de relatos intrépidos e calorosos dos maiores especialistas da rua, de quem verdadeiramente faz a festa acontecer e de quem quer espalhar essa história, é o objetivo deste projeto. A rua não somente fala, ela grita, festeja, e também denuncia tudo e todos que querem impedir suas festividades. Uma festa preta e popular resiste à elitização e às pessoas que vêm para causar algazarra e tumulto. No meio dessa profundidade histórica, “Outros Carnavais” é um autêntico laboratório de registros de sons, cores e imagens marcantes.

Gênero
Registro sonoro
Status
Em produção
Trilha sonora
Primeiramente, o MetrôRio é o carro alegórico que vai te levar aos blocos que você anotou na agenda. A vinheta informando a estação agora é representada pelo aclamado Milton Cunha, grande personagem e estudioso do carnaval. Além dos efeitos especiais, o som dos blocos é o “orgânico” do programa, representando a vivacidade e a presença nos palcos da vida. Gisele e Geovana captam a barulheira e a efervescência dos tambores, panelas, pandeiros e tudo que possa impactar nossos ouvidos e nossos peitos. É uma explosão de sentidos.
Episódios
Como identificar uma fantasia sem ver, apenas ouvindo? A descrição minuciosa das fantasias feitas por Gisele retratam a importância do destaque à produção artesanal, bem comi as acepções que aludem o imaginário infantil nos momentos de esquecimento do termo técnico. Pensemos em uma roupa igual uma abelha, por exemplo, ou em um tecido que faz pelúcia. São recursos essenciais no bloco da narração, além de auxiliar bastante o ouvinte, mantendo o fluxo e auxiliando o ouvinte neste mar de adereços. Você vai notar, em cada episódio, como o som desperta a sensibilidade que é potencializada nos momentos de festa, em uma experiência imersiva e contagiante!
Apresentação
Bruna Sebollela
Thales Martins






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