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Radar Lunar: Déia Freitas, Não Inviabilize, capítulo de livro sobre o Lunar

25 de ago.
3 min de leitura

Déia Freitas e Gabi Oliveira debatem comunicação e transformação social na FLIN 2026


Déia Freitas, criadora do “Não Inviabilize”, e Gabi Oliveira, do “Afetos”, participaram da mesa “Comunicar o que importa”, em 13 de agosto, durante a Festa Literária Internacional de Niterói (FLIN). O encontro integrou a programação de abertura do evento, realizado de 13 a 16 de agosto no Reserva Cultural, em São Domingos.


As comunicadoras discutiram como a produção de conteúdo pode participar de mudanças na sociedade e ressaltaram a importância de refletir sobre as mensagens que circulam nas mídias. “Comunicar é o que importa”, destacou Déia. O debate chamou atenção para a responsabilidade envolvida tanto na criação quanto no compartilhamento de conteúdos.


No “Não Inviabilize”, Déia trabalha com histórias do cotidiano, narradas em uma linguagem próxima da conversa. Criado em 2020, o projeto reúne relatos que passam por relações amorosas, conflitos familiares e situações de trabalho, entre outros temas. A narração combina os acontecimentos com os comentários da apresentadora, que convida o público a acompanhar e reagir às histórias.


Gabi Oliveira leva ao “Afetos” discussões sobre emoções, relações e experiências sociais. Criado com Karina Vieira, o podcast também deu origem ao livro “Cartografia dos afetos”, publicado pela Fontanar em 2022. A obra amplia as reflexões da dupla sobre vivências, descobertas e formas de se relacionar consigo e com outras pessoas.


A presença das duas na programação aproxima a literatura das práticas de narração e conversa desenvolvidas nos podcasts. São trabalhos em que experiências pessoais se tornam ponto de partida para discussões compartilhadas com o público, atravessando diferentes suportes e espaços de encontro.


Promovida pela Prefeitura de Niterói, por meio da Fundação de Arte de Niterói, a FLIN teve entrada gratuita e homenageou Lélia Gonzalez. A edição reuniu debates sobre literatura, memória, cultura, comunicação e desigualdades, com atividades para diferentes faixas etárias.


Bia Guimarães explica criação de podcasts narrativo

Como transformar entrevistas em uma história que desperte a imaginação? Essa questão atravessou o encontro “Escutar e imaginar mundos”, com Bia Guimarães e mediação de Ana Lesnovski, durante a 45ª Semana Literária Sesc e Feira do Livro, em Curitiba. A atividade aconteceu no Auditório Poty Lazzarotto, no Museu Oscar Niemeyer.


Jornalista e mestre em Divulgação Científica e Cultural pela Unicamp, Bia é cocriadora do podcast “37 Graus” e do Cochicho, site dedicado à produção de podcasts. Na Rádio Novelo, atua como repórter, roteirista e editora de som. A mediadora, Ana Lesnovski, é jornalista, professora da Universidade Estadual do Paraná e cofundadora do Meteoro Brasil.


Segundo a cobertura publicada pelo Sesc Paraná, Bia comparou a escrita para podcasts a “escrever com a palavra dos outros”. As entrevistas fornecem peças que precisam ser organizadas para construir relações, criar camadas e surpreender quem escuta.


O cuidado também aparece na construção sonora. Ao comentar seu trabalho em “O Pico dos Marins”, Bia contou que pesquisou quais pássaros poderiam ser ouvidos no local retratado, considerando a época do ano e o horário da cena.


A conversa abordou ainda a checagem das histórias pessoais. A jornalista explicou que o “Rádio Novelo Apresenta” recorre a profissionais externos à equipe para conferir detalhes e cronologias dos relatos.


Para quem deseja começar, o conselho foi escolher uma história e produzir um piloto com uma apuração viável. Na avaliação de Bia, planejar uma série grande demais logo de início pode impedir que o projeto saia do papel.


Lunar reúne depoimentos de participantes para capítulo de livro

Registros sobre a experiência no laboratório vão integrar publicação da Rede de Laboratórios de Linguística, Literatura e Humanidades


“O que o Lunar está sendo para você?” A pergunta orientou uma rodada de registros no Laboratório de Podcasts Narrativos da UERJ. Os depoimentos vão servir de base para um capítulo de livro da Rede de Laboratórios de Linguística, Literatura e Humanidades, da UNEB, dedicado à experiência do projeto.


A bolsista Letícia Braga trabalhou na síntese dos relatos com o auxílio do NotebookLM. O material organizado nessa etapa será utilizado na elaboração do capítulo, reunindo as percepções de quem participa do cotidiano do laboratório.


A formulação da pergunta abre espaço para diferentes dimensões dessa experiência: o aprendizado, a participação nas produções, as relações construídas e as expectativas em torno do projeto. Ao perguntar o que o Lunar “está sendo”, o registro também situa essas percepções em um processo que continua em desenvolvimento.


O Lunar é um projeto de extensão aprovado pela Faculdade de Comunicação Social da UERJ em 2023, sob coordenação do professor Andriolli Costa. Sua atuação reúne produção de narrativas em áudio e iniciativas de formação e circulação de conhecimento sobre podcasts. O site do laboratório também mantém um catálogo de produções narrativas brasileiras.


O capítulo levará para a publicação coletiva uma perspectiva construída a partir desses relatos. A experiência dos participantes será o ponto de partida para apresentar o laboratório e discutir o que sua atuação representa na formação de quem o integra.

 
 
 

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