Cartas Lunares transforma oficina de escrita em antologia sonora
Produção do Lunar e da PG Produções reúne seis cartas em um percurso por sentimentos, memórias e imaginação.
Cartas Lunares estreou em 8 de dezembro, reunindo seis cartas em um episódio de aproximadamente 44 minutos. A produção nasceu da oficina de Roteiro Criativo para Podcasts ministrada por Andriolli Costa e Paula Gorini e é uma criação conjunta da PG Produções e do Laboratório de Podcasts Narrativos da Uerj.
A proposta toma as cartas celestes, usadas para orientar viajantes, como inspiração para conduzir o ouvinte por histórias pessoais. Cada correspondência funciona como um ponto desse percurso: um convite para conhecer experiências, explorar outras perspectivas e refletir sobre si.
A oficina foi realizada no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica, no Rio de Janeiro, com apoio do edital de ocupação do espaço. Ao longo de quatro encontros, os participantes experimentaram a escrita de cartas, a escuta de referências e a leitura coletiva dos textos. Um quinto encontro, no estúdio do Lunar na Uerj, foi dedicado à gravação.
Os exercícios propuseram diferentes modos de narrar: apresentar-se a outra pessoa, escrever pelo ponto de vista de um objeto ou animal, imaginar o olhar de uma inteligência artificial e estabelecer uma conversa entre a infância e o presente. A correspondência tornou-se, assim, um caminho para trabalhar intimidade, memória e fabulação.
Na passagem para o áudio, os textos foram interpretados, editados e sonorizados, formando uma antologia conduzida pela apresentação de Bruna Sebollela. A voz, o ritmo da leitura e os sons acrescentam outras camadas às cartas, transformando a experiência individual de escrita em uma escuta compartilhada.
O episódio conta com leituras de Lorena Fernandes, Jaqueline Saad, Daniela Machado, Carlos Geremias, Bruna Sebollela, Andriolli Costa e Paula Gorini. Andriolli Costa assina o roteiro e a edição.
Ao preservar as histórias e os modos de contá-las, Cartas Lunares também constitui um registro das experiências de seus participantes. O encontro entre escrita e voz permite revisitar lembranças e dar a elas uma nova forma de circulação.





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